O projeto de
lei conhecido como PL das Armas foi aprovado na Câmara após sofrer
desidratação. Por meio de um amplo acordo, foi votado apenas o porte de armas
para atiradores, caçadores e colecionadores de armas (CACs). A oposição
comemorou o resultado e afirmou que, com as mudanças, o governo sofreu uma
derrota.
"Foi
uma grande vitória da oposição, reduzimos e muito os danos desse projeto,
tiramos uma enorme parte do projeto que queria estender o acesso às armas a
milhões de brasileiros, o que traria mais centenas de milhares de mortes
certamente, nós conseguimos evitar isso", disse o líder da oposição,
Alessandro Molon (PSB-RJ) ao Congresso em Foco.
Após o acordo, o projeto teve 283 votos favoráveis e 140 contrários.
"Nós consideramos que a forma final do projeto ainda é ruim, por isso votamos contra o projeto", explica Molon.
Dentre outros pontos, foram retiradas do texto mudanças quanto ao porte de arma para guardas municipais, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e da segurança do presidente da República. O relator Alexandre Leite (DEM-SP) retirava essa diferenciação, o que levaria ao porte de arma por qualquer guarda municipal mesmo fora de serviço.
Após as alterações finais, ficou decidido que os CACs poderão ter o porte e a posse de até dez armas de fogo, de curto ou longo calibre, desde que justifiquem ao órgão a necessidade para a prática esportiva. Um dos pontos comemorados pela oposição está na obrigatoriedade de se comprovar a adesão ao CAC há pelo menos cinco anos para requerer o porte de armas.
O projeto segue para tramitação no Senado.
VEJA COMO VOTARAM OS PARLAMENTARES PIAUIENSES
- Marcos Aurélio Sampaio (MDB) SIM
- Flávio Nogueira (PDT) SIM
- Margarete Coelho (PROGRESSISTAS) NÃO
- Átila Lira (PROGRESSISTAS) SIM
- Júlio Cesar (PSD) SIM
- Assis Carvalho (PT) NÃO
- Rejane Dias (PT) NÃO
- Marina Santos (SOLIDARIEDADE) SIM
- Iracema Portella (PROGRESSISTAS) AUSENTE
- Merlong Solano (PT) AUSENTE
Fonte: Douglas Cordeiro
